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quinta-feira, 12 de março de 2009

Nós vamos invadir sua praia...e sem a coleirinha.

Surpreendente a quantidade de cachorros à beira mar! Surpreendente, lastimável e irritante. Desculpas em todas as formas que se apresentam as desculpas, aos meus amigos cachorreiros. Não sou uma cachorreira, mas também estou bem distante de ser uma Cruela Devil! Porém, a falta de censura "das famílias"dos cachorros , confesso, me faz lembrar de Cruela "mooointas e mooointas"vezes. Não cheguei a me imaginar vestindo uma pele de Poodle branco, mas fiquei bem entusiamada com a possibilidade de um casaquinho de Labrador naquele marrom chocolate que só eles têm. Tá bem! Humor negro sempre é de péssimo gosto. Mas, a falta de censura não fica atrás! Não é novidade, nem segredo, que muito mais do que a metade da população, praticamente o mundo interio, menos eu, possuem cachorros. Um, dois, três, vários! E é bem verdade, que essas mesmas pessoas, têm dúvidas se o "ser" com o qual convivem, é realmente um cachorro.Os cachorros substituiram os filhos, os maridos, os amigos, os terapeutas, enfim, os pobres assumiram uma quantidade de impossíveis funções para as quais não foram preparados pela evolução. Concordo, que nisso eles estão empatados com muitos de seus donos, que evidenciam fortes indícios de não estarem preparados para função nenhuma nessa vida mesmo com afirmações contundentes de que são resultantes da evolução humana e que podem superá-la a cada dia. Resta detalhar em que sentido é essa superação. Ouvi em um programa de rádio, uma frase que serve pra essa questão: "Não há nada que os animais façam que o homem não possa fazer, pior!" Os humanos superam! A mídia, sempre muito atenta aos sinais dos tempos, não perde segundos para adequar seus apelos ao que está em evidência na sensibiidade humana. Por isso, tem divulgado em todas as suas formas, a relação do homem com o cachorro. Eu chorei vendo "Marley e eu" e quem tem cachorro, certamente se desidratou! Fico emocionada com a apologia à doação de órgãos, apresentada em uma propaganda de TV, que mostra um cachorrinho solitário, deitado num sofá e que de repente salta entusiasmado, corre em direção à rua, onde está passando um homem que recebeu um órgão doado, pelo seu falecido dono. Comovente! E não há crítica que possa ser lançada sobre todo e qualquer movimento em prol da doação de órgãos. Nobre causa! Vale o apelo! Eles sabem que assim atingem a maioria. Eu também sei. Há bem pouco tempo Eduardo Dusek, cantava uma música com o seguinte refrão : "troque seu cachorro por uma criança pobre". Hoje, ele não ousaria. Por outro lado, os cães, sem o menor constragimento, nos olham como se cantassem Ultraje à rigor : "Nós vamos invadir sua praia". E pra quem pensa sobre crianças pobres e cachorros ricos, façam como Dusek e calem-se. A resposta eu já experimentei ... "tem dono pra tudo". Foi o que me disseram. Tá bem. Tenham cachorros, quantos quiserem. Dêem a eles tudo do bom e do melhor, inclusive o que nem é pra cachorro. Mas, os deixem em casa! Nos seus pátios! Nos Resorts Caninos! Não os levem à beira mar. Por mais lindinhos, cheirosinhos, mansinhos e todos "inhos" que eles possam inspirar,no seu e no meu vocabulário, ainda são cachorrinhos e como todos de sua espécie fazem cocô, fazem xixi, e nem sequer imitam os gatinhos, que enterram tudo. Fica tudo lá, às moscas e às crianças. As moscas penso que adoram tudo isso. Afinal, elas migram pra todos os lugares em que há sinais de "cachorrinhos". Mas, as crianças! Não tenho total convicção, arrisco o palpite de que não gostam como as moscas. E tenho a mais clara certeza de que as mães, das crianças, detestam! Essas Cruelas! Mas, há explicações. Crianças adoram aproveitar tudo o que uma areia de praia pode lhes proporcionar. A imaginação vai longe ali. Castelos. Formas que somente a areia é capaz de assumir. Enterrar-se até o pescoço. Ficar trancado pelos joelhos e balançar como João Bobo. A primeira grande, muito grande, escultura, uma abstrata talvez! Uma estrada bem particular. Rolar e rolar. Cabelo com areia sacudindo pra ouvir barulinho e perturbar todos a volta. O gosto da areia. Mastigar o grão, ouvindo a melodia roc-roc. Ah! A areia. Ah! A criança. As mães cruelas até que tentam limitar o espacinho delas. Colocam toalhas enormes, esteiras e mais um monte de besteiras que levam à toa à beira mar. À toa, porque as crianças não resitem à areia. Estaria tudo bem e em harmonia se os seus organismos resistissem à toxoplasmose, às infecções urinárias por bactérias, aos fungos, às alergias, às pulgas, aos bichos geográficos ... Minha filha é vacinada para aquilo que existe vacina. Sou uma adepta à posse responsável... de crianças... Mas, ela como outras da mesma idade, ainda não são capazes de resistir a alguns prazeres. Esse controle deve vir com o tempo e talvez nunca chegue! Crianças não resitem ao apelo da areia e tampouco resistem a um simpático cachorro que perambula nela. Creio que o apelo da areia minha filha resistirá um dia... já o apelo canino...tenho algumas dúvidas. De qualquer maneira, desde já educo! ... lugar de cachorro é o privado ... e justifico ... - com o exemplo adequado para o entendimento de uma operadora concreta, que é a minha filhota -o cachorrinho bonitinho limpa o bumbum e tudo mais com a própria língua e isso, sempre acontece antes do seu dono usar o lencinho umedecido, ou seja, sempre será tarde demais!

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