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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A vaca!


Seguinte!!! Eu me desloco sob um sol febril de 31 graus centígrados para a tal da pinel.Louca! Louca pelos banhos de sol e piscina conjugados e lembrando, entristecidamente, que logo serei deportada para as ondas salgadas de cor marrom, na areia com xixi de poodle, no ambiente enfeitado pelas piriguetes e pelos "sem noção de nada" - inlcusive do perigo que correm - dos que jogam futebol, com bola de couro, na beira da praia , perto de mim. E mais aqueles, que insistem, incansavelmente, surfar, às dez horas da manhã, onde não tem onda. Isso é o "litoral"que frequento. Ah, e tem vento! Óh! DEOS! Fui. Tenho que ir. Pinel e praia pra mim são praticamente a mesma coisa. Preciso resolver logo, mais que logo, minha insônia. Chego, e já me deparo com dois sujeitos - style unknown - comendo maçã. Com jeitos aparvalhados, por óbvio! Um deles resolve criar um problema, exatamente na hora que meu médico, e pelo indicado na situação, médico dele também, deveria me atender. Interrupções. Ele, um dos aparvalhados, dizia sem constragimento enquanto o outro comia a maçã : "eu vim pra ser internado, eu tô ruim, bem ruim..."ao que o médico respondia: "traz a guia, busca a guia que eu te interno..."o Tonho da Lua revidava: "que guia?? é culpa de quem??? eu trouxe a mala, não trouxe a guia, eu tô ruim, eu vim pra ser internado!!" Era a minha vez de ser chamada. Tive que resistir e ficar ali, quietinha esperando o Tonho se acalmar e ser convencido de ir em busca da guia ou pra lua ou a merda. Fui chamada. Segunda fase da avaliação. Transcorria tudo bem, até que...a vaca!!! Uma vaca na figurinha. Eu tinha que dizer o que faltava na vaca. Comecei a rir. Daquele jeito que eu fico sem saber como parar e vai me dando um nervoso, provocado pela certeza de que eu tenho que parar, e a coisa vai crescendo e eu não paro. O médico me olhando e eu olhando a vaca. Tentei disfarçar fingindo concentração, mas nessa altura da história não havia a menor possibilidade para tal. Faltava algo na vaca e eu não sabia o que era. Tinha rabinho, tinha as patinhas, parecia completa. As tetas! Tinha tetas!! Eu contava as tetinhas da vaca na figurinha e como resistir? Eu ria, muito! Que fiasco! Eu não trouxe a mala, nem sequer a guia. Eu não vou ficar!!! Pensei em disfarçar, perguntando ao médico se ele já havia comido "úbere", assim eu distraia ele e ainda mostrava uma certa cultura acerca da vaca, ou melhor, cultura de comer vaca. Resumo do ato. Defrontada com a vaca, meu maior problema, naquele instante, foi constatar que eu nunca olhei pra uma vaca assim, tão de perto. Esse tipo de vaca.Sem salto, sem mega-hair, sem silicone, sem brinco. Vaca comum, da natureza mesmo. Não  vacas montadas,vacas fake!!! Putz. O que faltava naquela vaca? Eu não dormirei hoje, pensando nela. Louca! Louca pra saber! Na falta do que dizer, e querendo virar a folha da apostila da avaliação e me livrar logo daquela situação eu disse: "orelhas". Nesse momento, meu amigo e minha amiga, vale dizer até "antenas". Acho que me arrependo de não ter dito isso: "Antenas!" Já que meu prognóstico é de "Tonha da Lua"que seja com estilo, né? Mas, eu fui simplinha, chutei as orelhas da vaca. Daí, rolou todo o resto da avaliação e eu voltei pra casa e no caminho continuei rindo e muito intrigada com a vaca. Pra mim tava completa. Já em casa, quis descrever a figura da vaquinha sob os olhares atentos dos meus. A vaca tinha duas orelhinhas, caidinhas. Tive um insight que ela tinha mais duas, em cima da cabeça.Justamente essas, as que faltavam.  Expliquei. A pergunta do dono das armas, não podia ser outra: "Onde tu viu vaca com quatro orelhas? Onde tu viu qualquer coisa, que tenha orelhas, com mais de duas orelhas?" Minha "principessa" responde:  "Um E.T!" Pronto! Disparou o riso de novo. A "principessa"começa a rir de mim, o senhor das armas também e eu, também. Horas de risos, por conta da vaca! Viva a vaca! Marina é perspicaz demais. Caso, na análise do meu caso, haja muita controvérsia em torno da vaca de quatro orelhas, contarei isso: "Sim, conheço uma vaca abduzida." Fica tudo resolvido. E eu não levarei a guia!! Agora vou contar vacas, na tentativa de dormir e amanhã, jogo no bicho. Vai dar vaca na cabeça.


6 comentários:

Mel disse...

Hilária Fê!!!! Só tu mesmo pra ver o lado cômico desta situação!!! Ri muito imaginando tudo...

Tolotti disse...

Um tanto quanto louca essa história nem parece ser verdade,mas pelo que você me falou é verdade mesmo...Como não sou especialista no assunto não posso nem seguer contestar a formula utilzada pelo médioco para fazer o diagnóstico em você, mas a pergunta que me fica na cabeça é a seguinte como você não descobriu o que faltava na tal vaca, que conclusão ele chegou....
Um Abraço...

FeMaestri disse...

A que ele chegou não sei Cris, a minha é que nào conheço vacas...

Aline Poitevin disse...

Fê, voltei..andei contando vacas para dormir..ia pedir o nome do teu médico para uma avaliação, mas acho melhor eu te passar o nome da minha, pelo menos nunca vi uma vaca.
Beijos amada

Maria Helena disse...

minha maluquinha amada...só um médico mais maluquinho que tu para te pedir: olhe a vaca e veja o que falta nela. Pq não perguntastes: De quem é essa vaca? Se falta algo vou perguntar ao don@ pq não dou falta de nada , só do meu sono...
Te amo! Bjus. Tia Lena

clarice disse...

Oieee, Fê
Parabéns, você é muito boa no que faz!!! Não conhecia seu blog e me apaixonei assim que tomei contato. Você é uma artista, menina, pelos seus escritos, suas imagens (belíssimas), sua expressividade. Amei e quero ser sua seguidora. Beijos, clarice.r