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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Perdi? Deve estar na bolsa!

Você é como eu, do tipo que esquece de um monte de coisas no meio do caminho? Eu vivo esquecendo dos detalhes materiais. Faço muitas faxinas na minha bolsa, mas nem parece. Jogo tudo dentro pra não jogar no chão e a bolsa vira uma muvuca. Então quando tenho que procurar algo como um pendrive, isqueiro, chaveiro ou um gloss, pronto! Tiro uma montanha de coisas dali e a metade fica pra fora, por causa da pressa. Falam que bolsa de mulher é um arsenal. A minha é mesmo. Mas, prefiro chamá-la de baú de utilidades.Por isso, só uso bolsa grande, pra caber tudo que uso e outras coisas que nem preciso e não lembrava, moram nela. Isso se explica, pelo prazer inexplicável de um alguém qualquer precisar de algo e eu ter o "algo" na minha bolsa. Neosaldina? Perfume? Lenço umidecido? Pendrive com 1000 músicas? Tenho, tá tudo aqui...em algum lugar ... pode ser bem no fundo.Já vou achar! Adoro!O problema é quando a gente perde alguma coisa, e sempre juraaaaaaaa pra si mesma, que deve estar na bolsa. Comigo é assim. Quando não encontro algo sempre penso: deve estar na bolsa. Nem sempre estou certa. Quando a gente tira tudo da bolsa, sacode a coitada de cabeça pra baixo, confere bem pra ver se realmente não tem nenhum furo no forro e a tal da coisa procurada não aparece...nooossaaa...é uma desilusão de cortar o coração. Tá perdido, mesmo! Ontem, esqueci várias coisinhas numa fração de tempo mínima. Tudo desencadeado por uma pergunta: Alguém tem uma musiquinha aí? E eu, orgulhosamente, procurei meu pendrive com 1000 músicas na bolsa e ofereci, com aquela cara de "eu tenho"! Só que pra achar o pendrive, todos a minha volta souberam que além dele, eu tinha mais muitas outras coisas. Uma montanha formada por perfume, escova, espelho, carteira,celular,chicletes (uma variedade deles,icluindo todos os lançamentos) niqueleira,necessaire,prendedor de cabelo, cartão de banco, cartão de plano de saúde...os meus nunca ficam no lugar que deveriam, sempre saltam da carteira pra se divertirem com o meu gloss. Adoram se lambusar de gloss. Logicamente que na hora de usar o cartão no caixa eletrônico sempre aparece a mensagem...problemas na identificação do cartão... daí, enfio o coitado na máquina do dinheiro, umas oito vezes, até limpá-lo na própria máquina e ele é reconhecido, então aparece a mensagem, ah! é o cartão da Fe! Acontece algumas vezes de eu ter um cartão daqueles que liberam nossa entrada em um determinado local, cartão de identificação,que não é nosso e mesmo assim e estranhamente é o que nos identifica pra entrar e pra sair do lugar. Meu problema foi o pra sair. Na busca incansável pelo pendrive e na busca mais incansável ainda, de parecer impressionante por ter 1000 músicas na bolsa,perdi o cartão de identificação e o ticket do estacionamento. Não tive dúvidas. Tirei tudo da bolsa em cima do balcão de mármore, mais uma vez num mesmo dia, em busca daquilo que juro, está na minha bolsa. Não estava! Como o segurança do local já me viu e me vê sempre, porque sou educada e o cumprimento diariamente, ele deixou eu passar na roleta digital, com o empréstimo do seu cartão de trabalho, mas só pra eu ir até o estacionamento e não pagar hora extra, por causa de minutos extras. Minha idéia era pagar o estacionamento e o tempo do manobrista buscar meu carro, era o mesmo tempo que eu precisava pra voltar e achar o dito cartão, que ainda acreditava,deveria estar na minha bolsa.Tudo bem articulado. Eu fico tão admirada como essas coisas simples viram uma aventura aflitiva na minha vida. O desespero apareceu quando já no próximo balcão, o do estacionamento, "cade-lhe o ticket"? Não tá na bolsa. Só pode ser revolução da minha quinquilharia! Olhei pro manobrista e disse:"perdi"! Ele teve coragem de sugerir pra eu olhar de novo, na bolsa. Ai, DEOS! Quem me conhece sabe da minha vocação pra esses detalhes simples do cotidiano virarem um mega-evento.É nessa hora que mesmo sem razão acho alguma em algum lugar, pode até ser na bolsa, e começo a disparar. Lógico que não vou virar refém de estacionamento ou do prédio por causa de cartão e ticket que nem meus são, na verdade. Chama o responsável. Perdi, pronto! E eu jurava que estavam na bolsa. Daí é aquele vuco-vuco, manobrista pra lá, segurança do prédio me caçando no estacionamento achando que eu tivesse fugido da promessa de voltar, com o cartão de identificação. O mundo para! Todo mundo envolvido com os problemas da minha bolsa. Daí o sujeito da manobra lança a sentença, a senhora paga "x", que é a quantia normal e já absurda acrescida do ápice absurdo de um valor pra estacionar o carro. Eu quero ser dona de estacionamento. E eu pergunto pro homem da manobra: bateu a cabeça amigo? O carro é meu, já pago montes por ele, estou aqui, vim buscar MEU carro, não vou mais ocupar o SEU espaço...eu pago o que deveria por essas horas e vou embora. Assino! Quer que assine que tirei o carro sem o ticket? Assino! pagar taxa máxima, nem com decreto e nem tem mais dinheiro na minha bolsa, isso não preciso procurar pra saber. Com certa antipatia e meia hora depois, eles tiveram que ceder.Liberaram o carro, sem ticket e sem taxa extra. Mas o segurança ainda me aguardava. O cartão de identificação teria que aparecer. E agora? "Cade-lhe"? Olha a bolsa de novo...tende piedade...nunca ninguém perdeu isso? Quero ir embora.Consegui! Uma burocracia. Registra no sistema a perda do cartão.Fui libertada. No carro, já dirigindo, enfio a mão na bolsa sem nem precisar olhar pra ela. Procuro meu isqueiro, depois de tudo isso mereço um crivo. Achei fácil. Mas, percebi ao tatear atrás do acendedor, que não havia pego o pendrive por engano pra acender o cigarro, como sempre acontece! Esqueci o pendrive com minhas 1000 músicas? Ou será que está na bolsa? Verei mais tarde!

2 comentários:

Anônimo disse...

Ai Fê, amei!!! A minha bolsa é igual!!!!!!!!! Essa situações sempre acontecem comigo. É horrível ter que tirar tudo da bolsa na frente dos outros!Sabe que algumas vezes jurei que havia um buraco negro em minha bolsa porque as coisas sumiam sem explicação e eu tinha certeza de que estavam lá.Uma vez perdi uma tesourinha de cortar unha, ela era rosa, lindinha, era de estimação, eu sabia que estava dentro da bolsa, eu tinha certeza, mas nunca encontrava, meses depois quando fui embarcar em um voo ela aparece no raio X, vibrei de felicidade, eu sabia que estava lá, mas mesmo vendo ela na tv não conseguia encontrá-la. A coitadinha tinha furado o forro da bolsa e estava perdida em algum lugar la dentro. O pior de tudo é que as criaturas não me deixavam passar, era de ponta, eu não poderia levar na bagagem de mão.Eles queriam ver a tesoura, pode? Até parece que furaria os olhos de álguém! A fila aumentava, as pessoas me olhavam de cara feia e eu lá revirando a bolsa com todas as minhas coisas espalhadas no balcão, até que consegui!!! Pesquei a pobre dentro do forro. Enfim pude seguir viagem!
Beijos
Aline R. de Castro
aline_roh@yahoo.com.br

melissa_schmidt disse...

Por isso eu odeeeeio bolsa grande, pra mim quanto mais enxuta e organizada melhor!!!!!!!! Tem lugar pro espelho, onde pendurar a chave, bolsinho pra isto e aquilo...odeio não achar minhas coisas na bolsa!! Mas confesso te tenho bolsas grandes e adoooro!!!! bj